OS VIKINGS EM INVESTIGAÇÃO NA ESCANDINÁVIA

Os Vikings do Sul foram ao encontro dos do Norte e para tal contaram com a ajuda dos Vikingos Angel e Manuel.

Este ano, os vikis Seixalenses resolveram investigar como ia o clima na Escandinávia porque faz mil anos que os compadres pagãos do Norte espalharam o terror por toda a Europa. Atendendo a que o tempo anda mudado e revoltado, a equipe de investigação da Casa do Educador, presidida pelo Dr. Tomás de Aquino, assessorado pela primeira dama Maria José e acompanhados por mais uns quantos destemidos, resolveram abraçar esta causa por sua conta e risco. Partiram para a expedição a cargo da LUSANOVA que enviou o chefe Jorge.

A nave aérea pilotada pelo comandante Nuno Durão, descolou de Lisboa no dia 23 de maio de 2017 às 8:45 rumo a Estocolmo onde aterrou às 14 horas. Trazia a bordo uma Viki hospedeira do Seixal, muita atenciosa, mas… não bastou, pois perderam o lanche glúten free e o mais grave, a mala da Emília. Cá para mim, a nave TAP ia rota.

Apelamos aos deuses e logo apareceu Angel que colocou a mala branquinha e todas as restantes, bem como seus respectivos donos, numa nave chamada Alba. A partir deste momento, com a ajuda do Vikingo cicerone Manuel, resolvemos “ investigoviajar” sobre rodas.

Neste dia os Vikis esfomeados, devido a não terem almoçado, esvaziaram instantaneamente, ao jantar, travessas de beringelas grelhadas, ornamentadas com tomates assados pedunculados, acompanhadas de carne assada e outras iguarias.

No dia 24/05 muitos investigadores dormiram mal porque não se fazia de noite. Perante este mistério resolveram fotografar e divulgar no facebook o sol da madrugada que transformou uma torre de habitação em cilindro d’oiro brilhante. Partimos nessa manhã à descoberta de Estocolmo, acompanhados pela Vikinga Rossel e não havia dúvida, o tempo estava mudado.

Estocolomo significa tronco de árvore. Esta cidade, a Bela sobre a água, apresentava-se repleta de Vikings do Norte semi desnudados a festejar o Verão quente e o jogo do Manchester United com o Ajax.

Como o único navio Viking do século XVII, o VASA, não nos ofereceu qualquer confiança, deixámo-lo no museu e Angel transportou-nos ao cais de Strandvagen para embarcarmos num cruzeiro pelo arquipélago de Estocolmo, no mar Báltico.

No dia 25/05, as luvas e casacos de malha, além dos colans de lã, continuavam nas arcas do porão e nós resolvemos mudar de país para ver se a investigação avançava. Deixamos a Suécia e fomos para a Noruega passando pelo castelo Gripsholm, em Mariefred (Maria da Paz), junto ao lago Malaren, pertença da família Real Sueca, onde residiram até ao século XVIII.  Nesta localidade, junto da igreja luterana, as famílias Vikocontemporâneas festejavam o feriado de quinta-feira da espiga picnicando, o que levou os Vikis do Sul a ficarem com a barriga a dar horas pois sabiam de antemão que o relógio do vikingo  Manuel encolhe as horas, nos quilómetros que se esticam; veio a comprovar-se o presságio  com o almoço das 15h na cidade de Karlstad.

 Pernoitamos no hotel Thon Linne, um scandic novo em folha onde aconteceram algumas peripécias que deram lugar a estrear novos quartos. Por exemplo: a Fernanda ficou com a porta da casa de banho nas mãos, encravada! Vá lá que ela se encolheu para sair. Enquanto isto e no mesmo quarto a Ausenda já não preparou o cházinho de chegada porque a caneca estava suja devido a ter por lá passado um viking troll pirata.

No dia 26/05 apareceu uma viking norueguesa, que adotou o nome de Joana, em Coimbra. Foi muito agradável ouvir alguém desta nacionalidade, explicar em português a vida da cidade, o palácio da prefeitura onde se faz a entrega dos prémios nobel da paz e atravessar o encantador parque Frogner com as suas estátuas de pedra e bronze, relatando emoções que descrevem a roda da vida, por Gustav Vigeland.

Não nos saía da cabeça que estávamos ali com uma missão de investigação. Pois bem, fomos ao museu dos barcos vikings (nota: os desgraçados contemporâneos ainda não usam fones e metade da tripulação perdeu as explicações!).

A Hoste, seguiu feliz para Fagernes onde os aguardava o hotel Thon Fagernes à beira do lago. Aqui entre pessoal simpático encontrava-se a Patrícia, casada com um jogador do grupo futebolístico local. Esta indicou-nos um passeio pedonal à beira do lago, após jantarmos para observação da natureza e habitações tradicionais de telhados cobertos com grama rematados com casca de bétula.

Dia 27/05 todos os Vikings estavam expectantes pois iam ver a região de Hallingdal uma das mais belas nas montanhas. No povoado de Borgund ficamos encantados com uma igreja de madeira “ Stavkirken” única, na sua beleza!

Se a manhã foi encantadora, a tarde não o foi menos porque os Vikings do Norte transportaram-nos no seu navio contemporâneo através do fiorde dos Sonhos, até Gudvangen onde já Angel tinha a nave Alba com os nossos haveres para nos transportar ao hotel Scandic Neptun em Bergen.

No dia 28/05 aguardava-nos uma bela surpresa, um guia português, com certeza. Este artista plástico, chamado Joel Pereira, homem dos sete ofícios, levou-nos a compreender melhor a sociedade norueguesa enquanto fazíamos um tour por Bergen. Fomos à casa museu de Edvard Grieg e pasmem-se, terminamos a visita, com este querido guia a contar-nos a história do comércio Alemão na cidade, no bairro Bryggen e a vender-nos o seu peixe após prova de: baleia, salmão natural, fumado, temperado, bacacalhau seco tipo batata frita, caviar variado e mais umas coisas que só quem viu e provou sabe. Foi uma manhã muito enriquecedora pois foi-nos dado a conhecer aspectos sócio/económicos deste país.

No dia 29/05 saímos de Bergen com os primeiros pingos de chuva de toda a viagem e alguma neblina, isto para fazer jus ao ditado que diz que em Bergen chove 365 dias por ano.

À medida que navegamos na nave Alba ao lado do Fiorde de Hardanger o tempo foi melhorando e almoçamos em Eidfjord, cidade banhada pelas águas do mar com pano de fundo das montanhas cobertas de neve.

Após o almoço, paramos junto À cascata de Voringssfossen que tem 182 metros de altura.

A natureza é impressionante, fez-nos esquecer a nossa investigação pois embrenhamo-nos de alma e coração nas neves da montanha, no planalto de Hardangervidda, onde demos larga ao nosso espírito infantil.

Frio?! Nenhum…

Está provado que nós é que trouxemos o bom tempo!... mas, afinal… quem anda a estragar o tempo, já que este não é o tempo normal da Noruega?

Será algum troll?

Talvez…

Chegamos ao Bardola Horyefjelishotel e aqui num lugar encantador, encontramos alguns mistérios:

- Antivikings que metiam as mãos nas travessas e não usavam talher para comer. Eram do Oriente!...

-Um outro prepotente Antiviking de outro país do oriente, na fila dos doces revelou não ser gentleman Ibérico pois não respeitou as senhoras, empurrando-as para se servir primeiro dos doces. - “Excuse me” e lá se serviu ele antes de todos.

Como se isto não bastasse à noite vimos uma antiviking a fazer de um sofá na sala de estar, cama, e telefonava tão alto que até se ouvia na Noruega o Chinês com quem falava.

No passeio higiénico após jantar, ao lado da Alba avistamos dois Trolles mas quando tentamos captar imagens só já foi possível registar uma mão como podemos comprovar com foto.

Por tudo o que foi observado concluímos que quem anda a estragar o tempo não são os vikings do Norte… são os antivikings do sul com as suas políticas sócio/ económicas que arrasam tudo, até o tempo.

Voltamos a Lisboa via Oslo para mais concretamente no Seixal, casa do educador se proceder a outros casos de investigação.

Assim que aterramos em Lisboa, no aeroporto Sá Carneiro, nem queríamos acreditar… a mala da Emília não estava em Lisboa!...Informaram-na de que o assunto estava encerrado porque a mala foi entregue no segundo dia de viagem no hotel scandic Malmen onde estivemos alojados nas duas primeiras noites. Uma situação destas não se resolve apenas com explicações, até apetece dar uma “ trollitada” que é o mesmo que dizer traulitada em alguém! 

Obrigada à equipe maravilha da qual fiz parte.

Ausenda Sobreira

Quem Somos | Projectos | Agenda | Forum | Contactos