Solilóquio

Quisera escrever um nobre soneto
Para espairecer da minha solidão
Das férias quis eliminar o gueto
Dar sentido à humana condição.

Que fosse espiritual amuleto
Um meio de obstinada introspecção
Enfim, meu espírito eivado e repleto
De vaga e indefinida comoção.

Viaja no meu quarto o pensamento
Soltei, magoada, triste lamento
Quem me dera ser ave, em mansos bandos.

Tu podes dizer não à ansiedade
Tua vida não teve iniquidade
Apenas ilusões, leves desmandos.

Maria Vitória Afonso

   

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