Caro António:
Dedico -vos este pobre poema e a todos os que têm tornado possível
tudo o que foi conseguido.
Um abraço
João Bentes
                                                          

 

28/10/2011 

Palavras do Presidente da Direcção da CES na inauguração da Expo-Artes


 

O HOMEM E A OBRA

O homem quer e pode,
Pode o homem quando quer…
O homem pensa, a obra explode
É uma força a nascer.

O homem quis e a obra surgiu,
Cheia de pujança e amor,
O homem quis e assim criou
A CASA DO EDUCADOR.

A vontade atravessa quando quer,
Derruba muros e barreiras,
O homem supera-se e vence
Criando realidades que sonhou
E a obra ao homem pertence,
Porque ele se superou.

Assim se celebra a ousadia,
Assim se cumpre o sonho
Que alguns homens tiveram um dia.

Celebra-se a obra, admira-se a vontade,
Pensa-se sempre na obra feita…
Mas, o muito que o homem fez
E a consciência com que se deita
Fá-lo sonhar outra vez!

A obra reflete o criador,
As gentes reconhecem a ação
Dos que na Casa do Educador,
Em tantas horas de tensão,
Foram capazes de vencer
Com muita determinação
Para a obra assim crescer.

E nove anos passados,
Cientes do trabalho tido,
Nada mais resta aos seus utentes,
Com um ar agradecido
Felicitar as ditas gentes
Pelo seu sonho cumprido.

OBRIGADO!!!!

João Bentes (Por ocasião do 9º aniversário da CASA DO EDUCADOR)


MENSAGEM

de AUGUSTA RODRIGUES 

Digníssimos Sócios, Familiares e amigos da Casa do Educador do Concelho do Seixal

Na carta dirigida aos sócios da CES, datada de14.10.2001, o sr Presidente manifesta o gosto de todos os elementos que passaram pelos corpos sociais dos três mandatos estarem presentes neste evento.
Como eu, por motivos de ordem familiar, não estou presente, e, tendo em conta que fiz parte dos primeiros órgãos sociais desta Casa, eleitos para o triénio 2003/2005, pareceu-me oportuno dirigir  a todos vós algumas palavras:
Quando embarcamos num combóio ou, simplesmente, o vimos passar, normalmente não reflectimos sobre todo o trabalho e as pessoas que foram necessárias para que ele, efectivamente, se desloque e sirva as populações.
Desde a “justificação da sua necessidade”, à “ideia do traçado do percurso”, à “concepção do projecto” e “execução da obra” propriamente dita, tanta gente envolvida, tanta!...
Quanto trabalho aconteceu antes de podermos assistir à preparação dos terrenos para a colocação dos carris, a construção das estações, das carruagens, dos acessos, etc.
De facto, raramente pensamos nisto. Viajamos ou vemo-lo passar, tão só!
Contudo, quanto trabalho foi neccessário até que cada um dos passageiros possa usufruir da sua utilidade!...
Em relação à Casa do Educador, muitas foram também as pessoas que se envolveram e trabalharam durante alguns anos para que a partir da “ideia” surgisse a “obra”.
Fernando Pessoa escreveu: Deus quer, o homem sonha e a obra nasce.
Com a nossa Casa do Educador aconteceu isso mesmo: Deus quis, um grupo alargado de pessoas sonhou e a obra nasceu. Nasceu, desenvolveu-se e cresceu!
Hoje, ao fim de nove anos da viagem inaugural, quero aqui relembrar e felicitar todos o que, desde o primeiro Sonho, acreditaram e deram o seu contributo para que o combóio tenha iniciado a sua marcha e aumentado o seu percurso, transportando e servindo cada vez mais pessoas.
Neste momento, quero felicitar, prestar uma singela homenagem e agradecer, reconhecida:
==> Aos participantes dos oito Encontros de Professores do 1º. Ciclo e Auxiliares de Acção Educativa, Aposentados, do Concelho do Seixal, extensivo aos outros níveis de ensino;
==> Aos colegas da ex-Delegação Escolar do Seixal e a quem nos ajudou nesses tempos;
==> Ao grupo Pró-Associação;
==> Ao corpo docente e não docente da Escola Básica “n.º1 de Miratejo” que nos acolheram em dois momentos importantes para a nossa Casa do Educador: em 11 de Maio de 2002, dia em que reuniu a Assembleia Constituinte e em 06 de Junho de 2003, quando a Assembleia Eleitoral procedeu à votação dos primeiros Órgãos da CES, à qual se seguiu um agradável convívio;
==> À Comissão Directiva Provisória;
==> Aos elementos do grupo que elaborou os primeiros Estatutos e Regulamento Eleitoral, cuja aprovação aconteceu no dia 19 de Outubro de 2002;
==> Aos elementos dos três Corpos Sociais, com especial destaque para os actuais;
==> Aos responsáveis pelo funcionamento da UNISSEIXAL e CES-VIVER;
==> Às Juntas de Freguesia e Câmara Municipal do Seixal;
==> E, finalmente, aos colaboradores e público alvo que justificam a existência e crescimento da nossa Casa do Educador.
A todos, sem excepção, a minha profunda gratidão, pelo carinho, participação, trabalho e empenho dispensado, pois, de facto, foi dado cumprimento, e muito bem, ao Projecto, com a abertura das diferentes “estações”, previstas inicialmente.
Parabéns CES! Parabéns às pessoas que, ao longo dos anos, têm contribuído para o teu desenvolvimento saudável e sustentável!
Que os próximos Corpos Sociais tenham a força e os apoios necessários para conseguirem dar continuidade a esta tão nobre obra!

Augusta Rodrigues

 

 Sr.ª Vereadora da Cultura, Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Amora, Sr.ª Presidente da Artes, D. Umbelina Ribeiro, amigos.

Bem-vindos à CES no dia do seu 9.º aniversário. Bem-vindos à inauguração da Exposição da Artes – Associação Cultural do Seixal.
Não é a primeira vez que colaboramos uns com os outros, vós com exposições individuais dos vossos sócios e nós com a participação efectiva dos nossos grupos nas vossas actividades. Mas hoje vamos formalizar esta parceria, o que aproxima mais as nossas associações e nos enriquece.
Como atesta o Livro de Honra, a nossa Galeria funciona formalmente desde Junho de 2005, primeiro no espaço apertado da antiga sede, na Rua Emídio Guilherme Garcia Mendes, e agora neste também apertado salão em que nos encontramos, graças à persistência da sua responsável, Prof.ª Antonieta Henriques, que merece os nossos aplausos. Também outros elementos da Direcção têm sido assíduos colaboradores desta actividade e é bom lembrar este trabalho anónimo, ao menos neste dia de festa e no final do nosso mandato.
À Sr.ª Vereadora, aqui presente, queremos dizer o nosso obrigado por toda a colaboração da nossa Câmara Municipal, nomeadamente na cedência de espaços para as várias actividades da CES e a sua colaboração em muitos outros aspectos. O mesmo digo ao Sr. Manuel Araújo, Presidente da Junta de Freguesia de Amora, com a qual temos mantido uma relação de proximidade e de colaboração que destaco. Tem sido a Junta de Freguesia de Amora que nos tem apoiado em muitos pormenores ao longo destes nove anos. Muito obrigado… Prometemos também a colaboração dos nossos grupos, nomeadamente os musicais, quando for oportuno…
As associações, para muita gente, têm sido o meio de enriquecimento pessoal e de renovação dos relacionamentos sociais, que se perdem muitas vezes após a passagem à aposentação. Naturalmente, cada qual faz da sua vida o que quer. Mas, se antes tínhamos os passos marcados, com as obrigações que o trabalho nos impunha, agora somos nós a marcar os actos do dia-a-dia, a traçar o nosso projecto de vida, que esperamos dure ainda por 20 ou 30 anos. É aqui que a vida associativa ganha importância. Pessoalmente, todos podemos fazer coisas bonitas, mas as associações contribuem para alargar o campo de acção individual e permitem outros voos e melhores condições de vida. Por isso, aqui estamos nós a gozar das ofertas de uma associação, a Casa do Educador, que em nove anos já se torna indispensável na comunidade.
Vamos assinar agora um protocolo com a Artes. Nós prometemos ceder este espaço à Artes duas vezes por ano para exposição dos trabalhos dos seus associados. A Artes oferece a sua colaboração em workshops para os nossos associados. É importante esta parceria, que desejo se prolongue por muitos anos. E obrigado.
António Henriques


28/10/2011 

Palavras do Presidente da Direcção da CES no jantar de aniversário da Casa do Educador

Amigos
Serve o presente jantar para em alegria celebrar o 9.º aniversário da Casa do Educador do Concelho do Seixal. É uma data festiva por várias razões, que todos ou quase todos conhecem, pois muitos dos presentes estão também neste barco desde os primeiros tempos.
Nove anos é já muito tempo. Em nove anos, muita história há para contar, muitos êxitos e desapontamentos, muitos sonhos e muitos sacrifícios tiveram lugar… Muitos companheiros da primeira hora abandonaram o projecto e outros o retomaram com o mesmo objectivo e entusiasmo. Entre os da primeira hora, estou eu, que tenho neste momento a alegria de dizer que dediquei inteiramente nove anos da minha vida a este projecto.
Comigo, estiveram especialmente os outros seis elementos da Direcção, que trabalharam, muitas vezes com sacrifício, para que o projecto continuasse com vida. Agradeço que se levantem.
Sei bem que foi o almoço anual dos professores aposentados do 1.º ciclo, organizado pela Delegação Escolar do Seixal, que fez sonhar com um espaço de encontro dos profissionais da educação. Sei bem, porque os conheço pessoalmente, que foi um pequeno grupo de professores que deitou mãos à obra e, sem alarido ou nome nos jornais, como Comissão Directiva Provisória, trataram da formalização jurídica da associação, redigiram os seus estatutos e regulamento eleitoral.
11 de Maio de 2002 – realização da Assembleia Constituinte e aprovação da Comissão Directiva Provisória;
19 de Outubro de 2002 – Assembleia-geral para aprovação dos Estatutos e Regulamento Eleitoral, bem como o valor da jóia e das quotas.
28 de Outubro de 2002 – Oficialização dos Estatutos por escritura notarial.
Só em 6 de Junho de 2003 se realiza a Assembleia Eleitoral para a eleição dos primeiros Corpos Sociais do mandato de 2003 a 2005.
 

Sonhávamos então… Um sonho um tanto indefinido, cujos contornos se foram desenhando com o passar dos anos. Mas é já desse tempo a vontade de «criar um espaço para todos os profissionais da educação…, desenvolver acções de carácter social, cultural e humanístico e promover actividades de convívio, lazer e ocupação de tempos livres», estou a citar os documentos da época. 
Foram muito bonitos esses primeiros anos, com actividades simples, convívios, pequenos cursos de formação, umas visitas de estudo, uns passeios (até chegámos a Espanha!), tudo preparado na cozinha da Delegação Escolar, onde a Câmara nos cedeu uma sala, para além da dita cozinha… E em 2005 conseguimos o registo como IPSS, uma conquista que nem todos conseguem e hoje até está em perigo…
Já se falava na Universidade Sénior, mas ninguém avançava…

Veio o 2.º mandato dos Corpos Sociais. É em 2006 que nos abrimos definitivamente à comunidade. Alteram-se os Estatutos, monta-se a Unisseixal, que inicia aulas em 15 de Janeiro de 2007.
E em 2008, aparece a CESVIVER, um projecto humilde, de apoio a pessoas mais dependentes e em solidão, que semanalmente apoia muitas pessoas que acorrem à CES à procura de convívio, de alfabetização, de amigos…
Às direcções da Unisseixal e da Cesviver uma palavra especial de agradecimento por terem assumido sem complexos estas valências e feito crescer continuamente cada um dos projectos. Por favor, levantem-se as Direcções da Unisseixal e da Cesviver, para serem publicamente reconhecidas…
Neste caminhar, também sentimos o apoio da autarquia, da Presidência da Câmara, do Pelouro da Educação, do Pelouro da Acção Social, das Juntas de Freguesia, com os quais mantivemos uma relação cordial, de colaboração mútua. A todas estas entidades agradecemos, quer a cedência de espaços, quer as muitas ajudas pontuais na resolução dos nossos problemas. Pela proximidade, foi a Junta de Freguesia de Amora a mais solicitada, pelo que vai para ela a nossa gratidão na pessoa do presidente actual, Sr. Manuel Araújo; não esqueço a Junta de Freguesia do Seixal, de uma solicitude extrema na instalação do Pólo da Unisseixal há um ano atrás. E desejava que a Dr.ª Maria João Correia transmitisse à Sr.ª Vereadora da Educação e ao Sr. Presidente o nosso apreço pelo apoio que nos continuam a prestar. Nestas coisas, quem dá acha que é muito e quem recebe acha que é pouco…

Não escondo que, neste momento, nos encontramos numa encruzilhada difícil. A renovação dos quadros nas associações é uma tarefa importante mas sempre cheia de escolhos… Uma coisa é certa: muita gente conta connosco para aliviar as suas angústias e satisfazer aspirações profundas. Nós próprios contamos com a CES no nosso dia-a-dia.
Porque é que mais de 500 pessoas se inscrevem na Unisseixal? Porque é que todas as terças e quartas-feiras acorrem dezenas de pessoas aos espaços apertados da nossa sede para os convívios da Cesviver, a alfabetização, a Informática, e agora novas actividades de bem estar? E as pessoas insistem em vir e saem mais felizes…
Fazemos bem às pessoas, claro! E a nós próprios não fazemos ainda mais bem? Não imagino a nossa vida sem este sustento associativo… Mas estou apreensivo…
Têm razão os nossos Estatutos quando limitam a seis anos seguidos a permanência nos órgãos sociais:
- Há o risco de adaptarmos a associação ao nosso modo de ser e de actuar, a ponto de ela se tornar a Casa de Fulano e deixar de ser a Casa do Educador;
- Há o risco do esgotamento de ideias e de acção, o risco da rotina sem novidade, pelo que se torna obrigatório um arejamento…
- Finalmente, há o risco de uma demissão colectiva, a ponto de ninguém querer assumir cargos de direcção; chama-se a isto decapitar a associação. E no nosso caso, em que os sócios são pessoas cheias de qualidades humanas e científicas, não é possível essa demissão colectiva.

Meus amigos, porque celebramos o 9.º aniversário da CES, estamos a olhar para trás. Temos toda a razão para exprimir alegria, até vaidade pessoal pelo que fizemos sem ficar a meio do caminho. Vamos dançar, vamos erguer a nossa taça e tudo o mais… PARABÉNS A TODOS…
Mas os próximos dois meses são cruciais para o nosso futuro! Eu estou a despedir-me, para continuar empenhado neste mundo associativo a fazer outros trabalhos em que possa ser útil. Obrigado a todos por terem colaborado comigo.

Agradeço aos nossos funcionários o trabalho bonito e o acolhimento que concedem a todos nós. Agradeço ao Restaurante “Manjar das Laranjeiras”, Sr. Camões e seus empregados, todas as comodidades que nos oferece. E uma palavra final para a minha mulher, que além de tolerar o meu espírito de serviço em demasia e assumir cabalmente todas as suas responsabilidades associativas, ela própria cuida de muitos pormenores invisíveis na vida da nossa Casa do Educador. Obrigado, Antonieta…
António Henriques

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