Dia dos Namorados


Apenas floresceu a buganvília

Aqueles há muito já casados

 Comemoram a dois, pouca família

Os dias que viveram namorados.

 


Embora várias vezes na quezília

Mas algo, sim, os deixa inebriados

Com um chá reparador de boa tília

Meditam nos momentos bem passados.

 


Esvai-se assim a vida mansamente

Olhos nos olhos, caminhando em frente

Esperançados em melhor devir.

 


Como aves em franca liberdade

Repetindo os voos da mocidade

Auferem ambos um fausto porvir.


Maria Vitória Afonso

   

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