“VIAGEM” CULTURAL NA LISBOA DO TEMPO DOS ROMANOS...

A nova designação «Museu de Lisboa» é um conceito recente que visa sobretudo dar a conhecer um museu polinucleado abrangendo cinco núcleos: Palácio Pimenta, Santo António, Casa dos Bicos, Torreão Poente e o que visitámos esta manhã, o Teatro Romano.

Situado junto da Sé Patriarcal, calcula-se que o Teatro Romano foi construído no séc. I D. C., na época do imperador Augusto.

Mais tarde seria reconstruído no tempo do imperador Nero para, posteriormente ser desmantelado e abandonado já no tempo de Constantino o Magno.

Segundo reza a história, foi um importante Teatro porque situado numa cidade muito próspera, muito rica, dada a sua privilegiada situação geográfica e consequente rede de comércio aqui estabelecida.

Ficando soterrado durante vários séculos, apenas com o terramoto de 1755 e as escavações que entretanto se realizaram, este importante Teatro Romano seria descoberto em 1798.

Mais recentemente, já na nossa era, o conhecimento aprofundado que se tem sobre este monumento deve-se, nomeadamente à acção e conhecimentos da Drª. Salva Constância Moita, formada em Ciências Históricas e Filosóficas da Universidade de Letras de Lisboa a qual, de 1958 até 1994, enquanto conservadora dos Museus da nossa capital, realizou escavações arqueológicas em vários locais emblemáticos, inclusive aqui no Teatro Romano.

Em 1967 o IPPAR classifica este monumento como Imóvel de Interesse Público.

Ao longo dos tempos e nas diversificadas campanhas arqueológicas de que tem sido alvo, foram inúmeras as peças encontradas, bem ilustrativas da época áurea que o Teatro Romano de Lisboa viveu.

Veja aqui a reportagem fotográfica do Engº João Lucas.

 

 

 

 

Lisboa, 16/04/2016

Professora Mª de Lourdes Mano

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