HINO À LIBERDADE

As aves pairam soltas no ar,
Renovando um rumo repetido,
Esvoaçam chilreando alegremente
Em círculos de amor sentido,
Soltando melodias de contentamento.

Na selva, correm soltas as feras,
Deambulam sem meta conhecida,
Armam ciladas e esperas,
Enquanto a natureza contida
Deixa  livre a vida nela nascida.

Criaturas contidas em cativeiro,
Privadas da sua liberdade,
Dispersas pl’o mundo inteiro
Gritam loucas de vontade,
Esperam ser livres primeiro
E sentir a felicidade,
Que não tem o prisioneiro.

Livres são os rios e os mares,
Os insectos e os répteis,
Os homens de mente aberta,
Os campos cultivados e os estéreis
As crianças brincando na rua
As vidas: - a minha e a tua.

Livres são os campos sem escravos,
Livres são os homens de bem,
Livres são os fracos e os bravos.
Talvez...livre seja ninguém!

 João Alberto Bentes

(11/05/2011)

   

Quem Somos | Projectos | Agenda | Forum | Contactos