Desilusão

Pedi ao destino muita sorte
E o destino nada me deu,
Quando um dia o encontrei,
Fingiu que o não recebeu
E olhou-me com desdém.
Senti então o limite do vazio,
No silêncio do nada que sou.
Quis que o ruído fosse sossego,
Mas ouvi o som do meu desespero
E a recusa do destino em me pertencer.
Estou dormindo no presente e sem futuro,
Vou à procura dum gesto de sim
E sinto que o não é tudo,
É roubar o que vale e sentir desfalecer
Na teia da desilusão.
É deixar de ser e ter.

João Bentes
(Setº-2010)

   

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