CONSTRUIR PARA RECORDAR

Nesta tarde de terça-feira,13 de outubro de 2015, na Cesviver, tivemos a presença de dois orientadores e, assim demos início a mais uma das rubricas do nosso Plano de Atividades, mais propriamente dito «Construir para Recordar».

 A primeira parte da sessão esteve a cargo da nossa estimada amiga Professora Maria de Lourdes Mano para nos falar sobre «Formas de Arte».

A segunda parte foi da responsabilidade do nosso amigo Dr. Vitor Vitorino com o tema «A Importância do Construir».

A Professora Maria de Lourdes deu início aos trabalhos apelando aos presentes para dizerem algo sobre: o que é Arte, para que serve e quais as manifestações artísticas que conheciam.

Após esta introdução começou por explicar a importância da Arte como reflexo da Cultura e História da Humanidade. Referiu que Platão foi o fundador de uma escola assente nos princípios filosóficos e pedagógicos que defendia, escola esta que denominou de «Academia», termo este ainda hoje utilizado.

Foi questionando e informando sobre a Educação Artística: a Música, a Dança, a Plástica, o Drama/Teatro e a Poético-literária. Tendo a preocupação de esclarecer alguma ideia menos correta.

Nomeou e fez um breve comentário às doze manifestações de Arte:

1-     Música

2-     Dança

3-     Pintura

4-     Escultura/Arquitetura

5-     Teatro

6-     Literatura

7-     Cinema

8-     Fotografia

9-     Banda Desenhada

10-  Jogos de Vídeo

11-  Arte Digital

12-  Culinária

É de referir que as últimas cinco eram do desconhecimento, de alguns dos presentes, como parte integrante desta lista.

Reforçou quais os agentes importantes para a nossa vida e aprendizagens.

De seguida fez alusão às principais funções da Mente - sensação, intuição, sentimento e pensamento – fazendo a ligação à Arte.

Falou sobre o pensamento e suas funções e disse que as mãos são o nosso instrumento do pensamento.

Mostrou o recorte, em cartolina, da sua mão, e pediu para que a enfeitem com materiais diversos e ao gosto de cada um. Também nela serão coladas palavras alusivas à Educação Artística. No final do ano será elaborada uma escultura para a exposição, com este material.

Apresentou diversas fotocópias de gravuras digitais simbolizando a importância da Música, da Dança, da Literatura, da Socialização, sem esquecer de nos mostrar uma outra, na qual o cérebro está representado por uma “construção” elaborada com várias mãos as quais, como instrumentos do pensamento, pretendem fazer passar a mensagem de como é fundamental para todos nós, «construir» para enriquecer e fortalecer a nossa mente.

Fez referência às potencialidades do nosso cérebro e à localização das suas funções: lado direito dedicado às artes e o esquerdo às ciências. Lembrou que o cérebro precisa de ser exercitado procurando dar-lhe atividades diferentes.

Distribuiu, a todos, um presente. De um lado apresentava uma escultura «A Catedral» de Augusto Rodin, que dedicou à D. Pierrette, por ser uma obra de arte de autor francês.

Do outro lado continha uma pintura da Gracinda Candeias e um poema de Manuel Alegre, intitulado «As Mãos».

Pediu que o abríssemos, observássemos e procedeu-se à leitura em conjunto.

A segunda parte da sessão ficou a cargo do psicólogo Dr. Vitor Vitorino que deu a conhecer da sua participação no projeto europeu «Aprender ao longo da Vida».

Fez alusão à sugestão da Professora Maria de Lourdes sobre a feitura da escultura com as mãos e pediu para que além dessa, outras obras aparecessem para se expor ou fotografar e dar a conhecer o trabalho conjunto.

Falou sobre a necessidade de se manterem ativos mental e fisicamente e de se viver em grupo e do saber partilhar.

Quis deixar como mensagem que o que fizerem no âmbito da arte deve servir para manter o pensamento ativo. Ter como propósito fazer qualquer coisa com as mãos. Como desafio propôs, a quem compete dirigir esta caminhada que o envolva, alertando-o se necessário.

Perguntou aos presentes quem gostava de ter uma Vida Feliz, para de seguida distribuiu uma folha intitulada «O Ritual da Felicidade», onde se observaram sugestões de orientação que possa contribuir para vivermos ou sentirmo-nos mais felizes, sobre as quais dissertou.

Para terminar disse que se deve saber brindar aos momentos de alegria independente do tempo/época/ ano. Nesta altura da nossa vida não se deve abrir mão do que se gosta de fazer. Preencher o vazio de nós próprios, bem como celebrar o dom da vida todos os dias.

Terminada a sessão continuou-se a conviver trocando impressões ou conversando sobre assuntos do agrado de cada um.

Cabe-me agradecer aos orientadores desta tarde que foi do agrado dos presentes e cheia de informações de muito valor. Sei que muito mais haveria para dizer mas o tempo não o permitiu.

Bem-haja!

Rosa Maria Duarte

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