MUSEU DO AZULEJO

O Convento da Madre de Deus, outrora pertença da Ordem de Santa Clara, fica situado na zona oriental de Lisboa e aloja actualmente o Museu Nacional do Azulejo.

 Mandado construir em 1509 pela Rainha D. Leonor, mulher do Rei D. João II, só cerca de 1550 é construída a actual igreja da Madre de Deus, por ordem do Rei D. João III, sendo posteriormente decorada, já nos reinados de D. Pedro II, D. João V e D. José, entre finais do século XVII e meados do século XVIII.

 Saliento que, entre 1746 e 1750, aqui trabalharam entre outros, o pintor-régio André Gonçalves, o Mestre entalhador Félix Adauto da Cunha, o carpinteiro António da Silva, o Mestre Serralheiro Manuel da Rocha e os lavrantes Luís João e Amaro Gonçalves. Em paralelo, a talha do coro-alto e da igreja (arco do cruzeiro) começou também a ser renovada.

 Como seria expectável, o terramoto de 1755 provocou enormes ruínas no edifício, em particular na igreja, no coro-alto, no altar-mor, além da queda das pinturas dos tectos.

 Restaurado todo o edifício, de forma magnífica, ainda no decurso do reinado de D. José I, este conjunto produz a quem o visita, uma forte emoção devido à bela decoração dos espaços, característicos do Barroco, e à riqueza dos materiais utilizados – o azul dos grandes painéis de azulejos, contrastando com o dourado da talha ricamente ornamentada e com a policromia das pinturas a óleo - contribuindo para exemplificar o verdadeiro conceito de Arte.

 Actualmente, a Igreja da Madre de Deus é parte integrante do próprio Museu Nacional do Azulejo.

 Ainda, sobre o Museu Nacional do Azulejo propriamente dito, direi que abriga uma extensa e valiosa coleção, além de nos contar os métodos utilizados no fabrico do azulejo, a sua história, tendências e outros aspectos considerados de relevo e que envolvem este belíssimo elemento decorativo e simbólico considerado, pelos entendidos e estudiosos, como a expressão artística diferenciadora da Cultura Portuguesa.

 Acrescento ainda que, no início do ano de 1957 se iniciaram os trabalhos preparatórios visando a sua classificação como Monumento Nacional, por despacho ministerial homologado em Novembro de 1957, ficando também determinado que se integraria no Museu Nacional de Arte Antiga, através de orientações políticas específicas de salvaguarda patrimonial.

 Finalmente em Setembro de 1980, o Museu do Azulejo emancipa-se do Museu Nacional de Arte Antiga Nacional e recebe a designação de Museu Nacional do Azulejo, do qual constituía um anexo desde 18 de Dezembro de 1965.

 Como nota final refiro que este belíssimo museu integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.

Reitero o meu profundo agradecimento à Casa do Educador do Seixal e a todos os seus elementos da Direcção (e Corpos Sociais) que nos propiciam alegrias como estas – convívio bem prazeroso entre colegas e amigos, dia passado a visitar (ou revisitar) o nosso rico património, conversas interessantes, aprendizagem de muitas coisas e… passear na capital.

 

 

 

 

 

 

 

Bem-haja.

 Mª. Lourdes Mano
Outras salas descrevem a evolução das armas em Portugal, desde as lâminas de sílex, às lanças e às espingardas. O pátio, flanqueado por canhões, conta a história de Portugal em painéis de azulejos, desde a Reconquista cristã à Primeira Guerra Mundial.
Na parte mais antiga do Museu, na secção de artilharia portuguesa, exibe-se o carro usado para o transporte do Arco da Rua Augusta, em Lisboa.
Devido ao seu importante contexto histórico, tanto espacial como museológico, o Museu Militar de Lisboa reúne uma vasta colecção de armaria, equipamento de guerra e arte, única no nosso país e digna de ser visitada.
A sua colecção de carácter militar é constituída por peças raras que se destacam pelo seu valor artístico de execução, sem nunca deixar o lado funcional para que o objecto é projectado. A colecção de peças de artilharia é considerada uma das mais completas a nível mundial.
Destaco ainda as telas de alguns dos nomes mais representativos da escola portuguesa de pintura como Carlos Reis, Columbano Bordalo Pinheiro, José Malhoa, Sousa Lopes, Veloso Salgado e Condeixa, entre outros. Isto sem esquecer nomes importantes da azulejaria como Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e Leopoldo Batistini.
São também de realçar as esculturas dos mestres Delfim Maia, Rafael Bordalo Pinheiro e José Núncio.

 

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