PALÁCIO MARQUÊS DA FRONTEIRA

1 - O Palácio dos Marqueses de Fronteira situa-se próximo do Convento de São Domingos de Benfica, junto do Parque Florestal de Monsanto, e, na época, bem afastado do bulício da cidade.

 Foi construído entre 1670 e 1673 por iniciativa de D. João de Mascarenhas, 1º Marquês de Fronteira, como residência de campo dos marqueses.

 É considerado um dos mais notáveis e originais núcleos solarengos do país, destacando-se pela harmonia e proporção das formas, bem como pela sua riqueza decorativa.

 Além do palácio propriamente dito, merecem especial referência a capela, o pórtico brazonado, o pátio de honra, o vestíbulo, as galerias, a escadaria e o maravilhoso jardim, onde predomina a ornamentação escultórica e belíssimos painéis de azulejos cujas temáticas nos remetem para a mitologia, para cenas do quotidiano e para as designadas «macacarias».

 Refiro ainda que no Grande Jardim ou Jardim Clássico, cujo traçado e ornamentação se insinuam influências francesa e italiana, destacam-se a Galeria dos Reis que ostenta bustos de todos reis portugueses até D. João VI.

 No tanque enorme e ornamentado com 14 arcos, observamos painéis de azulejo representando 12 cavaleiros, os antepassados mais notáveis desta nobre família.

 Após o terramoto de 1755, o palácio foi alvo de melhoramentos e ampliação.

 À arquitetura maneirista de séc. XVII juntaram-se belas decorações barrocas e, a partir de então, passou a residência permanente desta nobre família.

 O Palácio encerra uma notável riqueza azulejar com particular incidência na «Sala dos Painéis Holandeses», na «Galeria das Artes» e na «Sala das Batalhas». Nesta última, os painéis de azulejos retratam a história do 1º Marquês de Fronteira, herói da Guerra da Restauração.

 A classificação como Monumento Nacional desde 1982, engloba o palácio, os belos jardins, a horta e a mata.

 Por último, refiro que D. Fernando José Fernandes Costa de Mascarenhas, falecido em Nov./2014, licenciado em Filosofia, era o 12.º Marquês de Fronteira, 10.º Marquês de Alorna e 13.º Conde da Torre, instituiu em 1989, a Fundação das Casa de Fronteira e Alorna, com fins culturais, científicos e educativos. Desde então, no âmbito da Fundação, realiza-se regularmente iniciativas ligadas à literatura, à arte e à música, tanto neste palácio de Lisboa, como no espaço em Ponte de Sor e até na Herdade da Torre, em Torre das Vagens, no distrito de Portalegre.


 

 

Lisboa 20-02-2016

Profª Mª de Lourdes Mano

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