A CES DESCENDO O DOURO VINHATEIRO  

 

No dia dezanove de setembro um grupo de cinquenta e três sócios e amigos da Casa do Educador rumou ao norte, para um fim-de-semana de visitas a vários locais de interesse, tendo como ponto alto a descida do rio Douro, entre Barca D’Alva e Peso da Régua. 

Às oito horas saímos de Amora, tendo como destino Canas de Senhorim, onde chegámos às doze horas e trinta minutos. Depois do almoço, servido no restaurante “O Zé Pataco”, tivemos tempo para fazer uma visita livre à Vila de Canas de Senhorim, seguindo depois em direção a Celorico da Beira. 

Depois de uma visita pelo centro histórico da Vila, com o seu castelo muito bem conservado, rumámos a Trancoso, onde nos aguardava uma guia local para uma vista ao centro histórico da Cidade. 

Passeamos pelo bairro judaico, foram-nos mostrados os diversos símbolos da cultura/religião judaica, bem como o seu significado. Entrámos na Sinagoga, onde nos foram explicados os rituais do judaísmo. 

Seguimos para a Igreja Matriz onde, entre outros motivos de interesse, sobressai o mausoléu do Bandarra, figura incontornável de Trancoso. 

Após a visita ao castelo, onde, do alto da torre de Menagem se pode admirar uma paisagem deslumbrante, seguimos para a Praça do Município, onde se encontra a estátua do Bandarra.  Ficámos a conhecer um pouco da sua história, bem como algumas lendas e profecias, sem esquecer a sua faceta trovadoresca. 

Como o dia se aproximava do seu fim e as pernas começavam a pesar, dirigimo-nos ao Hotel, para fazer o chek-in, não sem que antes passássemos pela “Casa da Prisca” para comprar as famosas “Sardinhas Doces” e outros produtos típicos locais. 

Com os alojamentos distribuídos e um retemperador banho tomado, foi tempo de nos reunirmos no restaurante do Hotel Turismo para repor os “níveis de energia”, que bem necessária seria para o dia seguinte. 

O dia terminou no Centro Cultural de Trancoso, para assistir a um espetáculo musical com a artista Susana Marques, que apresentava o seu novo trabalho discográfico, baseado numa recolha de músicas cantadas, antigamente, por trabalhadores no exercício da sua profissão, para servirem de incentivo, coordenação de esforços na execução das tarefas ou simplesmente para tornar mais leve o tempo que passavam isolados no campo, sobretudo os pastores. 

No dia seguinte, pelas oito horas, rumámos a Barca D’Alva, onde chegámos às dez horas, depois de passar pelas localidades históricas de Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. 

Embarcámos no navio A Senhora do Douro”, para a tão ansiada viagem pelo Douro Vinhateiro, onde nos pudemos deliciar com uma paisagem fabulosa de vinhedos e margens verdejantes e coloridas. 

Ao longo do percurso, foi servido um Vinho do Porto e o almoço. Experimentámos ainda a sensação de vencer o desnível das barragens do Pocinho (22 metros) e da Valeira (32,5 metros), através das respetivas eclusas. 

Desembarcámos na vila do Pinhão, onde tivemos a oportunidade de visitar a centenária estação dos Caminhos e Ferro e outros pontos de interesse. 

Seguimos de autocarro, pela margem esquerda do Douro, até ao Peso da Régua, onde uma guia local nos aguardava para uma visita ao Museu do Vinho do Porto. 

Depois de um tempo livre para visitar alguns locais de interesse e fazer uma refeição ligeira, pelas dezanove horas, iniciámos a nossa viagem de regresso a Amora, onde já chegámos depois da uma da manhã, cansados, mas satisfeitos pelos excelentes momentos e experiências que passámos nesta viagem. 

 

Amora, 22 de setembro de 2015 

Tomás de Aquino Bento

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