TOMADA DE POSSE DOS CORPOS SOCIAIS DA CES

  

17 DE JANEIRO DE 2015

 

Boa noite a todos.

Agradeço a presença dos nossos convidados:

Dra. Maria João, representante da Câmara Municipal do Seixal, em noma da Senhora Vereadora da Educação e Cultura Dra. Vanessa Silva.

Senhor Américo Costa, Representante da Assembleia Municipal do Seixal.

 Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Amora, Manuel Araújo e Senhora Helena Quintas, Também da Junta de freguesia de Amora.

 Senhora Presidente da Associação “ARTES”, Dª Umbelina Ribeiro.

 Presidente da UARPIC, senhor Fernando Sousa.

Vice-Presidente da ARIFA, senhor Vitor Gonçalves e senhor António Joaquim, também da ARIFA.

Senhor Comissário da PSP da Cruz de Pau, Senhor Henrique Neves.

 Senhor Reitor da Unisseixal, professor Pinto da Costa e restantes membros do Conselho Diretivo.

Sócios e amigos da Casa do Educador.

A vossa presença neste ato tão importante para Casa do Educador é para nós reconfortante por saber que não estamos sós nesta aventura.

Tenho aqui registados três ou quatro ideias, que não são mais do que preocupações minhas e que eu tomei a liberdade de partilhar convosco, pelo que peço a vossa compreensão.


 

 

Demos hoje mais um passo no ciclo eleitoral da Casa do Educador, ciclo que se iniciou com apresentação de listas e assembleia eleitoral realizada no dia dois de dezembro de 2014.

O processo concluir-se-á com tomada de posse do Conselho Diretivo da Unisseixal e da Direção Executiva da Cesviver, que ocorrerá brevemente.

Todos os atos processuais decorreram dentro dos prazos e da forma que os Estatutos e Regulamento Interno da CES determinam e, portanto, numa aparente normalidade.

Digo aparente normalidade, porque quem viveu este processo sabe que não foi bem assim.

Numa instituição como a Casa do Educador seria salutar que houvessem ideias e projetos em confronto, para que da sua discussão e análise se pudessem adotar as melhores soluções.

Nenhum momento é tão propício a esta discussão como um ato eleitoral com o aparecimento de mais que uma lista, com os respetivos programas em confronto e com os sócios a escolher o que, em consciência, melhor servia os desígnios da instituição.

 Não sendo possível a solução ideal que descrevi, era desejável que na única lista concorrente houvesse uma renovação suficientemente profunda, o que não aconteceu. Esta foi, pois, a solução possível.

Este facto não retira legitimidade nem servirá de alibi para o desempenho da direção, ao longo do mandato, e por esse desempenho quer ser julgado daqui a três anos.

A Casa do Educador está numa encruzilhada e das boas ou más decisões, do maior ou menor empenho de todos nós, direção e associados, dependerá o nosso futuro.

Conhecemos as dificuldades que nos esperam. Os problemas que nos afetam estão identificados. Sabemos também que sós não vamos conseguir superar as dificuldades e resolver os problemas. A sua solução tem que ser coletiva.

Desde há quatro anos que os sócios que se inscrevem são em menor número do que os que saem.

Algumas saídas são inevitáveis, determinadas pela inexorável marcha do tempo, que não para e que faz com que tudo tenha um fim. Para esses fica a saudade e o reconhecimento por tudo o que nos deram.

A saída doutros, embora pensemos que a continuidade lhes trouxesse mais vantagens que inconvenientes, ela é compreensível, porque determinada pelas alterações das condições de vida provocadas pela crise que a todos nos assola, mas que nem todos temos a mesma capacidade de lhe resistir. Para estes a nossa solidariedade e desejos que as dificuldades atuais não se eternizem.

Há, no entanto, algumas saídas que, com todo o respeito que a liberdade de cada um nos merece, elas são incompreensíveis à luz da forma como vivemos e sentimos a instituição.

É obrigação e responsabilidade nossa exercer uma ação pedagógica que leve a uma alteração de mentalidades, à compreensão do que representa ser sócio da Casa do Educador e do que a Casa do Educador, no seu todo, representa para a sociedade.

 A responsabilidade maior é da direção, como não podia deixar de ser, mas se há alguma área em que o empenho, envolvimento e participação de todos é imprescindível, é esta.

A Casa do Educador não se pode resignar a ser um mero prestador de serviços em prol da Unisseixal e Cesviver.

A Casa do Educador, para além da responsabilidade que tem no funcionamento da área não pedagógica da Unisseixal e da Cesviver e que assume sem reservas e com muito entusiasmo e empenhamento, deve ter vida própria.

É imperativo que tenha vida própria, com atividades próprias, com propostas próprias, preferencialmente direcionadas para os associados.

Não querendo voltar ao já mais que debatido e cada vez mais preocupante estado de conservação do edifício sede, é evidente que ele tem contribuído para o alheamento e falta de participação dos sócios na vida associativa, pelos motivos que são do conhecimento geral.

Sem um espaço próprio e permanente para os sócios na nossa sede, onde possam entrar a qualquer hora do dia, sem pedir licença, e tenham a oportunidade de conviver, ler um jornal, uma revista ou um livro, utilizar meios informáticos para satisfazer as suas necessidades de comunicação ou outras, é difícil apelar à sua participação e empenho. A revitalização da Casa do Educador também passa por aqui.

Temos fundadas expetativas que ainda durante este mandato tenhamos motivos para nos regozijar e que a falta de condições da sede deixe de ser apontada como obstáculo ao desenvolvimento da associação..

Mas este não é a única preocupação de quem tem responsabilidades e se preocupa com o futuro da Casa do Educador, que deveríamos ser todos nós e somos, tenho a certeza.

É absolutamente residual o número de associados que ainda estão no ativo. Quando desafiamos colegas e amigos que ainda estão nesta situação a inscrever-se como sócios, invariavelmente respondem que ainda têm muitos anos de trabalho pela frente, quando se aposentarem logo pensam nisso.

Quem assim responde desconhece que o projeto “Casa do Educador” foi idealizado, desenvolvido e implementado por um grupo de professores ainda no ativo e destinado a todos os profissionais da educação, independentemente da sua situação profissional.

Não nos podemos conformar com esta situação. A Casa do Educador como associação de profissionais da educação aposentados não só não terá futuro como será de difícil justificação a sua existência.

Estamos numa situação deveras embaraçante. Temos candidatos a sócios que não podemos aceitar porque os estatutos não o permitem e há pessoas que podendo aproveitar as vantagens de pertencer a uma associação de classe não o deseja.

Talvez por essa razão e em coerência com ela, a nossa ação é mais apreciada e valorizada fora da associação do que pela generalidade dos sócios.

A responsabilidade de alterar este estado de coisas é, em primeiro lugar, da direção. Se as propostas apresentadas não são suficientemente apelativas há que melhorar este aspeto, e certamente haverá muito para melhorar.

Se a informação não está a chegar aos associados, então temos que melhorar os canais de comunicação existentes e, eventualmente, criar outros canais alternativos.

Nós, quando aceitámos esta responsabilidade, sabíamos as dificuldades que íamos encontrar. Sabíamos os riscos que corríamos. Se estamos aqui é porque pensamos que podemos fazer algo de positivo.

Mas também sabíamos que podíamos contar com o vosso apoio e colaboração. Apoio e colaboração que é fundamental para termos êxito nesta nossa missão.

Estão pois convidados a criticar, a desafiar e a apresentar propostas. Prometemos que a todos ouviremos e que levaremos em linha de conta as vossas opiniões.

Todos juntos faremos uma Casa do Educador mais forte, mais atuante, mais presente e que melhor responda aos desafios que nos são lançados, quer no âmbito da associação de classe, quer no âmbito das valências Unisseixal e Cesviver.

 O desafio é grande e a responsabilidade é muita, mas não nos atemoriza. Não prometemos o que não sabemos se podemos cumprir. Podemos prometer, isso sim e com convicção, trabalho, empenhamento e dedicação e por estas aceitamos ser julgados no fim do mandato.

Muito obrigado pela vossa presença e pela vossa atenção.

E nós, companheiros de direção, mãos à obra porque a empreitada é grande e o tempo urgem.

 

Amora, 15/01/2015

Tomás de Aquino Bento

 

 

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