Brincando com as palavras

Eu queria escrever um poema

Que fosse uma manta de retalho

Que cada palavra tivesse por lema

Escolher caminhos sem atalho

Estas ingratas fogem-me do tema

Só dão do discurso o rebotalho

Qual inaudito anquilosado morfema

Que eu rasgo e enraivecida amarfalho

Com as palavras sempre em guerra

Desde que existo sobre a terra

E do discurso a lógica aprendi

Neste dia meu silêncio prolifera

De mansa criatura viro fera

Amigo, esta brincadeira é para si

 

Maria Vitória Afonso

 

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